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17/10/2013
Com a presença do Prefeito Municipal, servidores da Corsan, secretários municipais e agentes de saúde, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), realizou nesta quinta-feira, dia16, no auditório da prefeitura, uma oficina sobre Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). Estas oficinas têm como objetivo debater as metodologias e os pontos que devem ser abordados na criação dos planos de saneamento, fazendo com que os envolvidos neste processo reflitam sobre quais demandas o Município possui e como saná-las. Estes planos são uma exigência de Lei 11.445/2007, para planejar o setor de saneamento ambiental nos municípios até 2014 e receber investimentos federais para obras de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana.
O Superintendente da Funasa, Gustavo de Mello, reiterou na abertura do encontro a importância da mobilização social e do debate público para a elaboração dos planos municipais. Informou sobre o orçamento plurianual da União que preveem investimentos de R$ 40 bilhões para o setor, depois de décadas de poucos recursos. ?O país está virando uma página no saneamento e hoje é absolutamente estratégico ter projetos qualificados e São Marcos caminha na direção destes investimentos??, enfatizou Mello.
Para o superintendente, os Planos Municipais devem ser pensados para além do período de uma administração na busca da integralidade e universalização dos serviços. ?Queremos estabelecer uma relação onde os entes públicos dialoguem em cima dos planos de saneamento que devem prever a junção da técnica com a vida da comunidade?, ressaltou.
O Prefeito Demétrio Lazzaretti prestigiou o evento destacando a importância dos agentes comunitários para melhoria dos índices em saneamento. Informou que o município produz 12 ton./dia de lixo e que por isso é preciso trabalhar na conscientização da população para minimizar o impacto sobre o meio ambiente. ?Saneamento e educação devem andar juntos?, reforçou Lazzaretti.
No Rio Grande do Sul apenas 15% do esgoto passa por um tratamento adequado, situação que começa a ser revertida com os investimentos da Corsan. A Companhia trabalha para atingir índices superiores a 30% com as estações de tratamento (ETEs) para os próximos anos, números que demonstram o grande desafio de fazer saneamento. De acordo com o Plano Nacional de Saneamento (Plansab), do Governo Federal, serão necessários R$ 500 bilhões até 2030 para a universalização do acesso, números quem exigirão muito planejamento e vontade política dos agentes públicos.
Além da oficina, a Funasa apresentou, no hall de entrada da Prefeitura Municipal, uma exposição sobre a história do saneamento ambiental. Distribuída em 10 banners, a exposição faz um resgate, através de textos e imagens, sobre a evolução do saneamento desde a pré-história, até os dias atuais. Os banners poderão ser vistos na fan page da Prefeitura.
Texto: Gustavo Fontana
Foto: Alex Rizzon